quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

há sempre uma altura para algo...

há alturas em que me vou a baixo, que me sinto sozinha e que tenho medo de perder pessoas que estão ao meu lado e que sei que um dia as vou mesmo perder.
há alturas em que o meu coração parece desaparecer, ou então torna-se demasiado pequeno porque me torno arrogante e embora perante os meus colegas eu me tente controlar e não lhes responder mal, quando chego a casa respondo mal para o meu irmão ou até mesmo para os meus pais que não tem culpa nenhuma do porquê de eu estar assim.
há alturas em que não sei o que vai na minha cabeça, em que parece que nada faz sentido, que nada do que faço está certo.
há alturas em que me sinto um ser humano completamente inútil nesta sociedade.
há alturas em que só me apetece isolar do mundo, afastar-me das pessoas.
há alturas em que não sei quem sou eu, não me conheço, porque aquela rapariga alegre e sempre eléctrica, que canta e dança pela manha e que passa o dia a rir-se de tudo e mais alguma coisa desaparece, essa rapariga deixa de existir e transforma-se.

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